11 Outubro 2011
O princípio, o fim e hoje
Sebentas de História da Arquitectura Moderna
Porque é que não convém a um arquitecto confundir Jan van Eyck com Aldo van Eyck? Talvez não entre água pelo telhado, mas a consciência crítica com que manipula as ferramentas do seu saber – a Arquitectura, espera-se – não será a mesma. E sabemos o que pode acontecer aos condutores distraídos.
Claude-Nicolas Ledoux era um doce, ou, pelo menos, tinha um nome doce. Insistimos na eventual utilidade de saber, hoje, o que fez Ledoux. Porque se Jan van Eyck marcou um campo na modernidade clássica determinante para as práticas arquitectónicas, reinventando os sistemas de representação do espaço na pintura e alterando a posição dos homens na relação com as formas construídas, Ledoux esticou os sistemas de representação a tal ponto que, segundo algumas teorias, abriu o caminho para a nossa modernidade.
Uma utilidade possível é compreender que as angústias do passado, assim como as do presente, não se viveram em vão. Brunelleschi lutou furiosamente para ser reconhecido como o autor da sua obra. E Alberti codificou esse estatuto com palavras que perduraram séculos. Esse esforço ainda nos é útil hoje, apesar de a nuvem informática e a euforia mediática o ameaçarem. Ou será que o passado foi em vão?
TERÇA-FEIRA, 11 DE OUTUBRO, PELAS 22 HORAS, NO CINEMA PASSOS MANUEL
Sessão de lançamento de dois livros da colecção Sebentas de História da Arquitectura Moderna, o n.º 1 (finalmente) e o n.º 23 (o último) da colecção da autoria de Domingos Tavares.
Apresentação da editora, do autor, da colecção e dos dois livros por André Tavares.
Organização: Dafne Editora Apoio: Passos Manuel Apoio institucional: OASRN
Esta festa é parte integrante da iniciativa OASRN/ARQ OUT.